Convite para lançamento do livro Dom Sertão, Dona Seca de Otávio Sitônio Pinto

A Patmos Editora, a Academia Paraibana de Letras, o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, a Associação Paraibana de Imprensa e a Energisa têm a satisfação de convidar para o lançamento do livro Dom Sertão, Dona Seca, de Otávio Sitônio Pinto, no Salão Vladimir Carvalho da Usina Cultural Energisa, em Tambiá, dia 24 de maio, terça-feira, às 19h. O livro será apresentado pelo pecuarista Manoel Dantas Vilar.

SOBRE O LIVRO

 

LivroDomSertaoDonaSecaDom Sertão, Dona Seca é um ensaio multidisciplinar em que o Semiárido Brasileiro, redefinido pelo autor como “Semiárido Irregular” (Sair), é visto e analisado sob diversos prismas, à luz de várias ciências. É uma ousada tentativa ensaística que ainda não havia sido experimentada por nenhum autor solo. Sua leitura leva a descoberta de conclusões inéditas sobre o Semiárido Brasileiro e, com certeza, os conceitos do leitor sobre essa região-problema nunca mais serão os mesmos depois de ler este livro. Pois Dom Sertão, Dona Seca é um livro desmistificador de preconceitos e de conceitos até então equivocados.  A própria seca é tratada como um equívoco, chamado respeitosamente de equívoco Seca.

Este equívoco resultaria da insistência do homem em tentar aproveitar economicamente o Semiárido por meio de culturas incompatíveis com a 23ce0a61-cf2a-48b8-9b57-b34937618effregião, que dependem basicamente de água. Para o autor, a irrigação não seria solução, pois implicaria em dois outros equívocos: primeiro, não há água na região para irrigar o Semiárido, pois todas as águas de superfície e subterrâneas do Nordeste só dariam para irrigar 2% da região, onde o Semiárido ocupa 80% da área; segundo, não seria estratégico, desde que suprimiria ao Semiárido a oportunidade de relevar e desenvolver sua verdadeira vocação, que é a de produzir  culturas xerófilas, e levaria o Sair a competir com outras regiões do País onde a água é obtida a custo zero.

O autor defende então a existência de um Semiárido autossuficiente e que venha a oferecer ao leque econômico do País um conjunto de culturas xerófilas, isto é, que não dependem de água, e que o Sair possa dar, ou produzir em menores condições. Para tanto, ele se esteia nos trabalhos de Guimarães Duque, o agrônomo de Minas Gerais que soube ver o solo e o céu nordestino, para usar uma expressão do autor.

E Otávio Sitônio Pinto analista, em Dom Sertão, Dona Seca, todas as experiências já tentadas para transformar o clima do Sair. Para ele, a tentativa de transformar o clima do Sair é o primeiro equívoco cometido na ocupação econômica da região. Trata-se de nadar contra a corrente, e nadar no seco, nos rios secos do Semiárido, afirma o autor. A solução hidráulica foi a primeira a ser tentada e é a mais desmoralizada, afirma Sitônio Pinto.

 

NOTA DO AUTOR

Deus fez o mundo em sete dias, mas refaz a caatinga em apenas uma noite. Pela manhã, com a água da chuva ainda escorrendo no chão carrasquento, a caatinga já se transforma no arco-íris vegetal que faz a festa dos homens e bichos. É a mudança mais brusca da natureza. O cinza transforma-se no verde salpicado de flores multicores.

E os pássaros cantam outra vez, retornados da migração sazonal. Aves e borboletas enchem o repente verde com suas pétalas aladas.

O Sertão é fértil porque é seco. O período normal da estiagem – oito a nove meses – permite às plantas e à terra um repouso letárgico (pousio) que restabelece o ambiente para a formidável explosão do inverno. O fato surpreendeu, no começo do século, o carioca Arrojado Lisboa, primeiro titular da Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas, levando aquele mestre a emitir o parecer que se tornou clássico:

As sementes aí têm um poder germinativo
Desconhecido no resto do brasil

DADOS TÉCNICOS

NOME DO LIVRO: DOM SERTÃO, DONA SECA
AUTOR: Otávio Sitônio Pinto
ISBN: 978-85-65387-49-1
PÁGINAS: 484
SELO: PATMOS
ASSUNTO: ENSAIO

CARACTERÍSTICAS

Altura: 23,5 cm
Largura: 15,5 cm
Profundidade: 4 cm
Peso: 350g
Ano de edição: 2016

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